CFAE-PVVC Emite o Certificado número 1.000 do Plano de Formação para a Transição Digital

O CFAE-PVVC emitiu o certificado número 1.000 do Plano de Formação para a Transição Digital desenvolvido neste Centro de Formação e que se iniciou em maio de 2021, destinado aos docentes das Escolas Associadas, com mais de 70 turmas realizadas.

O Programa de digitalização para as Escolas, no âmbito do Plano de Ação para a Transição Digital, de 21 de abril de 2020 (Resolução do Conselho de Ministros n.º 30/2020) prevê o desenvolvimento de um programa para a transformação digital das escolas.

Este programa contempla uma forte aposta no desenvolvimento das competências digitais dos docentes necessárias ao ensino e aprendizagem neste novo contexto digital: Plano de Capacitação Digital de Docentes.

A Docente Ana Ribeiro do AE Cego do Maio, contemplada com este certificado especial partilhou com o CFAE o seu testemunho na Formação:

Foi com grande entusiasmo que recebi a notícia de que fui contemplada com um selo muito especial no certificado de formação da capacitação digital de docentes – formanda n.º 1000 das ações de formação do Plano de Transição Digital do CFAE PVVC. Parabéns ao Centro de Formação pelo trabalho que tem desenvolvido!

Nesta Oficina de Formação em formato online, orientada pelo formador Carlos Rego, tanto a modalidade como a organização das sessões foram muito adequadas e superaram as expectativas inicialmente criadas, uma vez que não se centrou no desenvolvimento de competências ao nível da utilização das variadíssimas ferramentas digitais com aplicabilidade pedagógica, para as quais já sinto ter desenvolvido capacitação, mas na construção e partilha de diferentes propostas e boas práticas desenvolvidas em diferentes escolas e por diferentes agentes educativos. Os momentos reflexivos em grupo constituíram uma mais valia, pois é vital tomarmos consciência do que se passa nas outras escolas e não só na nossa de modo a termos uma visão global. As tarefas e atividades desenvolvidas ao longo das sessões, quer em grande debate, quer em pequenos grupos de trabalho, permitiram-me consolidar um conjunto de competências que, estou certa, continuarei a desenvolver com aplicabilidade não só pedagógica, mas também enquanto coordenadora e promotora de projetos, e também a nível pessoal.

De destacar a dimensão prática da ação que permitiu a criação colaborativa de conteúdos para um manual de boas práticas digitais, a abordagem a metodologias ativas e baseadas em projetos e cenários de aprendizagem, a discussão dos princípios que regem a criação de ambientes educativos inovadores, a exploração da plataforma eTwinning e a criação colaborativa de uma ideia de projeto, uma reflexão sobre os diretos de autor&copyright e licenças creative commons e a constante abordagem aos diferentes PADDE e sua implementação/monitorização nas escolas.

O aspeto mais impactante que resultou desta ação foi levar-me a refletir sobre a escola que temos e o que cada um de nós poderá fazer para termos uma escola que queremos e que nós e os nossos alunos merecemos. As aulas repletas de transferências de informação por parte do professor que visam assegurar a memorização dos conteúdos ainda são muito frequentes nas nossas escolas. Na sua maioria, elas caracterizam-se por uma apresentação dos termos e/ou conceitos que deverão ser memorizados. Exposto deste modo, qualquer aula, em vez de interessante e motivadora assume um papel perfeitamente oposto. Se, e como foi amplamente referenciado durante a formação, os professores com capacitação digital nível três irão atuar como força impulsionadora e inspiradora desta evolução digital, tal nunca será possível se não ocorrer uma grande adesão dos colegas e um apoio incondicional por parte das direções. No contacto com os colegas desta formação fico com a perceção que estão reunidas boas condições para implementar diferentes metodologias de ensino e novos espaços com recurso ao digital que facilitem as aprendizagens significativas, atendendo à abertura de um crescente número de docentes.

Por fim, gostaria de referir que foi com grande satisfação que acedi ao pedido do formador para, enquanto Mentora eTwinning, orientar e esclarecer os meus colegas deste grupo de formação sobre as mais valias e estratégias de comunicação na plataforma eTwinning, a maior rede colaborativa de professores na Europa. Os projetos desenvolvidos nesta plataforma dão voz aos alunos e permitem colaborativamente com recurso às ferramentas digitais criar conhecimento e redes de partilha em contexto escolar, podendo assim ser uma das ações a desenvolver nos Planos Digitais das Escolas. Tive assim a oportunidade de apresentar o eTwinning como suporte para lecionar o currículo, fazendo uso de métodos pedagógicos inovadores que incluem, entre outras abordagens, a aprendizagem colaborativa, o ensino centrado no aluno e abordagens flexíveis aos ritmos e espaços de aprendizagem.

Ana Cristina Ribeiro, licenciada em LLM (Línguas e Literaturas Modernas), Estudos Portugueses e Ingleses, leciona desse 1991 e com uma pós-graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares (2012)

Encontra-se a lecionar no Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim desde 2002 e, nos últimos anos, para além de lecionar a disciplina de Inglês, tem desempenhado o cargo de coordenadora do Núcleo de projetos, sendo responsável pelos projetos internacionais (Erasmus+), mentora eTwinning e facilitadora do Projeto Mindfulness na Escola.

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